Partido político sem bases é como jogo de futebol sem torcida. “Cartolas”, “caciques” (designações novas para os antigos “coronéis”) ricos e influentes até que podem montar um time, contratar um técnico (papel desempenhado na política pelos “marqueteiros”), aplicar táticas incríveis em campo e ganhar o jogo. Mas a conquista de títulos por esses “times sem torcida” não tem nenhum significado.
As bases (tal como as torcidas) são a razão de ser dos partidos políticos, porque sem elas as ideologias não se justificam, nem símbolos, cores, bandeiras. Nada faz sentido.Mas, se tiverem bases convictas, organizadas, ardorosas – com a paixão das torcidas nas arquibancadas – os partidos vão para frente e até transformam as derrotas em vitórias.
O povo – anônimo, diversificado por profissões, regiões, renda, religiões e todas as opções de vida que a democracia lhes assegura – tende a se associar em torno de sonhos e esperanças. Quando escolhe uma bandeira política, torna-se a base de um partido.Os DEMOCRATAS não têm “cartolas”, têm bases.
Bases são o corpo e alma de um partido. Partido que é partido, de verdade, não tem caciques, tem líderes; não tem donos, têm militantes e eleitores. Em conseqüência, líder que é líder — seja Presidente da República, Governador, Prefeito, Senador, Deputado, Vereador — jamais impõe sua vontade pessoal. Segue o que deseja a maioria nas bases partidárias. Para tanto, é preciso que haja um conjunto de idéias bem definidas bem como programas para aplicá-las na prática. Quem estiver de acordo e se dispuser a disciplinadamente lutar para que prevaleçam, torna-se uma parcela fundamental do partido.
Em todas as democracias que deram certo, menos no Brasil, os líderes procuram ouvir e interpretar as bases, em vez de desafiá-las. Só assim, na hora de disputar as eleições, os partidos estão unidos para a campanha.
O autoritarismo e a autosuficiência das direções partidárias são duas desgraças da política brasileira. Em conseqüência, as bases partidárias
não engolem as indicações e os candidatos são “cristianizados”.
“Cristianizar”, uma palavra que só existe no português falado no Brasil, vem do nome de Cristiano Machado, o político mineiro que foi traído por seus próprios companheiros: em 1950, os caciques do antigo PSD, o maior partido da época, o apresentaram como candidato à Presidência da República, contrariando as bases do partido que queriam Getúlio Vargas. Quando as urnas foram abertas, viu-se que as bases do PSD votaram e elegeram Getúlio, embora o ex-ditador tivesse sido registrado pelo PTB, na época uma legenda secundária.
Nos Estados Unidos, as disputas internas nos partidos Republicano e Democrata são oficializadas nas “eleições primárias” em que os candidatos disputam a preferência das bases estaduais. Isso precisa acontecer no Brasil e os Democratas vão lutar para estabelecer tal prática.Com a ampla implantação da fidelidade partidária — que é uma das bandeiras dos DEMOCRATAS — as bases organizadas vão se tornar preponderantes. Estava na hora de aparecer no Brasil um partido que se preocupa com as bases e se propõe a organizá-las, ouvi-las e atendê-las.
O que propõem o DEMOCRATAS:
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Todas as decisões de um partido de base devem refletir a opinião dos seus militantes.
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As bases devem ser permanentemente informadas, dia a dia, da atuação dos dirigentes do partido e parlamentares, adotando-se a Internet como meio para essa interação. |
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Partido político não é “Bloco do Eu Sozinho” – como se comportam os que se consideram donos da legenda e fazem o que querem — nem “Sociedade Anônima”, em que os dirigentes agem como acionistas e só eles decidem. (Partido é uma organização eleitoral que reúne cidadãos em torno de idéias e programas, refletidos na atuação dos seus governadores, prefeitos, ministros, Presidente da República — se for o caso, muito desejado- e das suas bancadas no Congresso, assembléias legislativas e câmaras de vereadores). |
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O papel dos líderes é reunir, ouvir, discutir e fazer com que todos se considerem responsáveis e apóiem as decisões partidárias. |
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| 5. |
O partido é uma máquina eleitoral — cada um na sua posição, nos estados e municípios — sem dissidências ou traições. Se não for à base do “um por todos, todos por um” — e não houver coesão — não há partido. |
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Os candidatos que disputam os votos e são eleitos diretamente para o executivo ou legislativo estão comprometidos com os princípios, programas e projetos do Partido.
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Partido de Oposição não participa direta ou indiretamente do governo cuja ascensão ocorreu em função da sua derrota eleitoral, nem aceita favores ou nomeações. Faz parte essencial do jogo democrático que haja oposição. (As coalizões – governo-oposição- só por motivo de salvação pública e de forma transparente). |