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DEMOCRACIA
Eleições desarmam o desespero e infundem esperança.
 

A eleição de Lula e a subida do PT ao poder, em 2003, foi importante e decisiva para o futuro da liberdade no Brasil. Um antigo operário, sem escolaridade, contando apenas com a intuição e capacidade de liderança, à frente de um partido reformista, prometendo mudar tudo, derrotou partidos e políticos tradicionais. Foi a prova incontestável de que a Nova República implantou a Democracia no Brasil. O povo soberano escolhe quem quiser e os perdedores têm que se conformar. Se tiverem caráter, fazem oposição e se preparam para a próxima eleição. (Se não tiverem caráter, vendem-se ao novo governo.).

 

O problema é que Lula no poder traiu seus eleitores, fez um governo medíocre, marcado pela corrupção. O Supremo Tribunal Federal já proclamou que dinheiro público foi desviado para subvencionar o PT e subornar deputados, que recebiam “mensalão” para votar as propostas do governo.

 

A oposição, no entanto, foi incapaz de organizar o povo para derrotar Lula, que se reelegeu em 2006, com 60% dos votos. Agora, a opinião pública está reagindo. As pesquisas mostram queda na popularidade do Presidente. A bola está com a Oposição. Basta de apagões, escândalos, incompetência e impunidade. O Pais cansou.

 

Os DEMOCRATAS começarão a demonstrar a força da oposição nas eleições municipais de 2008. Democracia é uma só, mas cada povo tem seu próprio argumento preferencial para identificá-la como sistema político.

 

No Brasil, Democracia significa antes de tudo a certeza de eleições livres, com data certa para renovação mandatos. É a garantia de que, através do voto secreto e direto, o povo decide e a maioria elege o candidato que deseja ver no poder. Por isso mesmo, quem perde não tem motivo para desesperar ou desistir. “Jamais”, como ensina a canção popular. Pode-se apostar nas regras do jogo, que são claras, não favorecem duvidas.

 

Democracia, portanto, significa esperança: se o segundo Governo Lula é péssimo, enganador, demagógico, corrupto, tem prazo para acabar. O povo tem data e hora para julgá-lo. Nada de “Fora Lula!” repetindo o “Fora FH!” — como gritava o PT. O momento democrático da virada são as eleições. Antes disso, só combate, denúncia, propostas de dias melhores. A oposição tem que trabalhar, apresentar planos, criar partidos bem estruturados e fazer campanhas eleitorais competentes, capazes de desmontar a malícia e a falta de ética dos adversários. Não basta ser melhor, é preciso convencer o povo e obter seu voto. Na Democracia, o povo pode até ser injusto, mas erra exercendo uma prerrogativa que lhe pertence e é intransferível.

 

No Brasil, portanto, eleições não é um detalhe, mas uma questão essencial. Foi sempre pela usurpação desse direito sagrado dos cidadãos que começaram as ditaduras, como aconteceu em dois momentos especialmente dolorosos da História: 1937, com o Estado Novo, e em l964, com o regime militar. Para outras democracias, eleições são tão obvias que eles podem até praticá-las através de sistemas complicados. Raquel de Queirós (*1910 — †2003), uma das grandes escritoras brasileiras, que foi comunista na juventude e liberal na velhice – é autora desta curta e objetiva síntese do pensamento brasileiro: “Democracia quer dizer governo do povo por si mesmo mediante eleições livres e honestas.” É verdade que os demais elementos da Democracia — Liberdade, Justiça, Direitos Civis, oportunidades iguais para todos — não podem faltar e o Brasil tem uma Constituição que os assegura e instituições destinadas a preservá-los.

 

O que propõem o DEMOCRATAS:

 

1.

Mobilização permanente em defesa dos princípios democráticos e combate intransigente a qualquer violação dos seus princípios. (Democracia não se negocia, não se limita, não se viola, nem se deixa impune quem transgride seus princípios básicos: liberdade, justiça e desenvolvimento).

   
2. Reconhecimento dos valores que caracterizam a Democracia, tais como o crescimento pessoal; a ambição; o autocontrole; a disciplina; o trabalho; a confiança nas instituições jurídicas para assumir iniciativas que criem empregos e desenvolvimento; as tradições culturais; a vida em família com as obrigações intrínsecas de apoio aos filhos e cuidado com os idosos; honestidade; humildade; o patriotismo; o senso do dever; a cidadania; o voluntariado.
   
3. Fim do “aparelhamento do Estado” representado pela nomeação de dezenas de milhares de funcionários incompetentes e inidôneos, simplesmente porque são cabos eleitorais do PT e aliados, como faz o Governo Lula.
   
4. Formação intensiva de administradores públicos capazes de exercer as carreiras exclusivas do Estado de forma a que o serviço público atinja progressivamente um alto nível de especialização. (As mudanças de Governo devem ocorrer sem a substituição radical de funcionários de escalões inferiores, mas apenas dos titulares executivos que implantarão suas políticas, programas e projetos).
   
5. Prática exemplar dentro do partido e nas bancadas parlamentares do debate livre e das decisões por voto da maioria, seguindo-se a unidade e fidelidade de todos ao estabelecido democraticamente.


 
 
 
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