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DESENVOLVIMENTO
Sem crescimento econômico, até a liberdade corre risco.
 

Um absurdo aritmético — “50 anos em 5” ; o exagero propagandístico de que o Brasil viveu “Anos Dourados” (a década de 50 do século passado) — e a euforia com o surgimento da emblemática indústria automobilística criaram um marco nostálgico na vida brasileira: o mito do desenvolvimento.


“Desenvolvimento” tornou-se uma palavra mágica para os brasileiros, sinônimo de superação da pobreza, crescimento econômico, grandeza nacional e patriotismo. Mas, ficou no passado.


Um tempo que se procura reviver há 50 anos, mas que enfrenta os obstáculos intransponíveis como a mediocridade e falta de um projeto de governo – que estabeleça e cumpra metas – e contamine o Pais, trabalhadores e empresários, com esperança, otimismo, autoconfiança. A adesão popular, o elemento mais importante para o êxito de um projeto político, já existe. Por que, então, nenhum partido levanta a bandeira do desenvolvimento?

 

A bola sobrou para os DEMOCRATAS.

 

Desenvolvimento é uma palavra que vale por mil. Significa emprego, renda, salário, progresso, educação, saúde, segurança, crescimento. Mas, em vez de desenvolvimento, o Brasil vive espasmos de euforia. São os “milagres econômicos”, assim chamados por durarem pouco e não guardarem relação de causa e efeito com as ações dos governos. A regra é a estagnação, como ocorre atualmente. Nada avança a não ser por acidente, sem que tenha sido gerado por vontade política e muito menos pela ação dos governos. Mesmo assim, o Brasil se tornou o 10º PIB do mundo.

 

Surgiu agora uma nova categoria de países: os emergentes (China, Índia e Rússia, depois da liquidação da União Soviética), sendo muito difundida a opinião de que o Brasil também integra esse grupo. O reconhecimento de que esses paises deixaram a zona do subdesenvolvimento baseia-se na constatação das suas altas taxas de crescimento, sempre acima de 6%, até mesmo ultrapassando a barreira dos 10%. Como o Brasil apresenta taxas de crescimento inferiores a 4%, persiste a dúvida se de fato ele se ajusta ao grupo.

 

A realidade é que o País conseguiu, a partir da implantação do Real, a estabilidade monetária, que é apenas um dos requisitos para se chegar a taxas de crescimento compatíveis com as suas potencialidades. Para não ir muito longe, o Chile dobrou o intercâmbio com o exterior (passou de 30% para 60% do PIB). Atualmente, o comércio exterior do México já equivale a 70% do PIB. A situação brasileira encontra-se praticamente no pólo oposto: nosso patamar situa-se na casa dos 25%.

 

É um absurdo que em vinte anos de abertura política, quando o País passou a trilhar o caminho da civilidade e da modernização institucional, os governos não tenham conseguido proporcionar ao povo crescimento econômico compatível com a plenitude democrática que todos reconhecem. É injustificável que a taxa média de expansão da economia, entre 1984 e 2003, tenha sido de 0,94% enquanto a média do ciclo anterior (1964/1984), quando o pais vivia sob a ditadura, tenha chegado a 3,93%. A superioridade da democracia e os impulsos dados pela liberdade econômica denunciam a incompetência dos governos.

 

O modesto desenvolvimento é o indicador mais eloqüente de que o modelo econômico que temos praticado esgotou-se integralmente. Está na hora de mudanças e de abandonar a mediocridade com que a economia brasileira é administrada, sempre — e exclusivamente — a reboque das circunstâncias internacionais.

 

O que propõem o DEMOCRATAS:

 

1.

O Brasil precisa voltar a fixar metas de crescimento em todos os setores econômicos. (Em vez de promessas, os governos devem assumir “contratos de gestão” com o povo: comprometerem-se — com números a serem atingidos e datas para serem conferidas — a executar obras, programas e serviços, iniciativas e reformas. As metas de JK devem voltar).

   
2. Inovação, em todos os campos e em todos os sentidos. (Quem estaciona é ultrapassado, quem imita é superado, e só vai à frente quem cria, surpreende, atualiza-se e avança. É preciso ter coragem para mudar o que não está dando certo e experimentar o novo, sem medo).
   
3. A globalização — o processo de integração econômica na escala mundial — é uma tendência irreversível, atinge a todos, não foi estabelecida contra o Brasil, portanto o País tem que enfrentá-la e aproveitar-se dela.
   
4. Para enfrentar a concorrência internacional o Pais deve dispor de tecnologias que tornem competitivos seus produtos e serviços. (Generalizar o que aconteceu com os produtos de exportação, as commodities, como a soja, milho, feijão, cuja padronização foi alcançada com a obtenção de sementes selecionadas).
   
5. A integração industrial. (O Brasil já deu provas de que pode avançar associado a outras economias mesmo em setores produtivos tão sofisticados como a indústria automobilística e eletroeletrônica. A siderurgia e a indústriade celulose constituem outros exemplos de plena integração a parceiros internacionais).
   
6. As palavras “produtividade”, “competitividade” — assim como “inovação” — indicam os rumos para qualquer política de incentivo às iniciativas empresariais nacionais. (São a chave para enfrentar a concorrência internacional.)
   
7. Redução da carga de 40% de impostos que se paga no Brasil é essencial: os tributos devem ser justos e, jamais, sufocar os produtores e a competição de produtos nacionais com seus concorrentes.


 
 
 
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