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EMPREGO
Só no Brasil o desemprego não é levado a sério.
 

“Em casa que não tem pão, todos falam e ninguém tem razão”. Ora, pão custa dinheiro, dinheiro se ganha com salário, e não há salário sem emprego. Portanto, sem emprego não há pão e ninguém resiste à fome. O DEMOCRATAS querem ter razão e começam pelo pão. Isto é, pelo emprego, que traz o salário.

 

A questão é que o emprego depende do casamento da oferta e da procura: de um lado, a oferta de vagas (sem desenvolvimento econômico não aparecem novas oportunidades de trabalho); do outro lado, trabalhadores qualificados, o que só se obtém pela educação. Noventa por cento dos desajustes sociais do País derivam da falta de emprego e renda.

 

EMPREGO tornou-se o problema Nº. 1 do Brasil. Uma questão que atinge a todos. Mesmo quem está trabalhando tem um filho, pai, irmão, parente, vizinho ou amigo na lista dos milhões de brasileiros desempregados. Ou que, geralmente por desespero, emigrou para outros paises, quase sempre ilegalmente.

 

Por isso, em todo mundo, os partidos políticos ganham e perdem eleições por causa do desemprego. Mais de 5% de desemprego é considerado calamidade em qualquer sociedade. Menos no Brasil, onde o desemprego oscila entre os 10% e 12% da população e fica por isso mesmo. Por que o desemprego não é levado a sério no Brasil? Os 12 milhões de desempregados não abalam nem um pouco o Governo e o assunto é tratado como fatalidade a que não se pode fugir.

 

Nos Estados Unidos, os Presidentes são obrigados a prestar contas, anualmente, sobre o que chamam de “Pleno Emprego” e que é a principal e mais esperada parte da mensagem que apresentam perante deputados e senadores, reunidos em sessão conjunta. Na França, o compromisso de reduzir o desemprego a 6% — dizendo o que faria para obter esse resultado — foi o principal trunfo da vitoriosa campanha eleitoral do presidente Sarkozy, que enfrentou as centrais sindicais apresentando estratégias que revogavam até mesmo a redução da semana de 40 para 35 horas, até então considerada uma conquista dos trabalhadores. Mas o argumento do desemprego falou mais alto Na Inglaterra, o maior trunfo do governo de 10 anos de Tony Blair foi ter reduzido o desemprego a 5%. Na Espanha, a redução do desemprego de 22,9%, em 1996, para 8,4% em 2005 consagrou o governo do ministro Aznar.


No Brasil, ao contrário do resto do mundo, as coisas vão de mal a pior. Apesar dos números da produção e das exportações, a economia está estagnada (cresce apenas 3% a 4% enquanto a Argentina cresce 10%, só para comparar com um vizinho) e sem novas empresas, novos negócios, não são criadas vagas suficientes, nem mesmo para atender aos 2.5 milhões de moças e rapazes que todos os anos chegam à maioridade e precisam trabalhar.


A grande causa do desemprego é a falta de desenvolvimento.

 

O que propõem o DEMOCRATAS:

 

1.

Todos os homens e mulheres, cidadãos brasileiros, em idade adulta devem ter oportunidade de trabalhar e ganhar seu salário. As propostas para redução das taxas de desemprego e de criação de oportunidades aos jovens que chegam à maioridade devem considerar como preliminar que o

   
2. Brasil precisa crescer pelo menos 6% ao ano. (Ou seja, emprego e desenvolvimento — mais indústrias, mais empresas, mais transportes, mais exportações, mais educação, mais negócios — são o princípio de qualquer solução).
   
3. Redução radical da despesa das empresas (impostos, contribuições e descontos) sobre o salário devido aos trabalhadores conforme modelo adotado nas nações mais avançadas.
   
4. A eliminação progressiva da carga tributária até se adequar aos níveis médios dos paises em desenvolvimento.
   
5. Negociações livres entre empresas e empregados devem incorporar a contratação de seguro saúde para os trabalhadores, fundamental para tranqüilidade das famílias.
   
6. O número real de desempregados deve figurar em primeiro lugar na avaliação da economia do País. (Exatamente o contrário do que acontece hoje, quando os indicadores monetários bastam para qualificar a eficiência da gestão. Este é o absurdo que demonstra o desprezo da política populista de Lula pelos trabalhadores).


 
 
 
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