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OPOSIÇÃO
Não é fácil enfrentar governos azeitados pela corrupção
 

Quando um governo decide comprar parlamentares da oposição está confessando intenções escusas. Seja para aprovar imoralidades, seja para impedir investigações sobre seus atos. Principalmente, se o aliciamento é realizado por chantagistas e envolve empregos públicos e verbas.

 

Em 2003, logo depois de empossado, Lula nomeou um certo Waldomiro Diniz para Subchefe da Casa Civil da Presidência da República. Entronizou-o num escritório do 4º andar do Palácio do Planalto e deu-lhe poderes (e benesses) para seduzir parlamentares. Com uma recomendação suspeita: os deputados aliciados que dissertassem da oposição deveriam se inscrever (por nojo a esses aderentes) não no PT mas em legendas auxiliares, já devidamente alugadas, através das quais distribuía o “mensalão”, dinheiro em espécie, entregue na agência de um pequeno banco de Minas Gerais. Tudo foi apurado e, hoje, reconhecido como fato verdadeiro pelo Supremo Tribunal Federal.

 

A opinião pública ficou indignada, mas, mesmo assim, Lula se reelegeu Presidente em 2006. Que aconteceu?

 

Eis uma história que levaria ao desespero, se a Democracia não assegurasse aos que resistem garantias para continuar lutando. OPOSIÇÃO não é escolha, é imposição. Se um partido tem princípios e idéias diferentes do governo, cabe-lhe disputar o apoio popular para chegar ao poder e, nas eleições seguintes, vencer e colocar em prática tais princípios e idéias. A Democracia é a única disputa humana em que os derrotados – apesar do sofrimento natural causado pela derrota – são automaticamente investidos na obrigatoriedade de fiscalizar os vencedores e preparar-se para a alternativa de substitui-los “um dia”.

 

Nunca se sabe quando, pois não é fácil desbancar quem tem os instrumentos do poder. Especialmente, quem os usa de forma inescrupulosa e desleal, como no caso da distribuição do Bolsa Família, que é paga com dinheiro dos impostos, mas é distribuída como se fosse um favor pessoal do Presidente aos pobres. No caso da Bolsa Família nem ao menos é uma iniciativa do governo que as distribui, mas de outros governos.

 

Portanto, a Oposição não é castigo ou degradação, mas um papel previsto nas regras da República.

 

Naturalmente, é duro enfrentar o governo, que distribui cargos, administra as verbas e define prioridades. Mas, sem Oposição não há Democracia.

 

No Brasil, com o Governo Lula, a situação parece desesperadora. Mas é apenas enganadora. O governo, graças à propaganda e às reconhecidas habilidades teatrais do Presidente (que é um ator e representa o tempo todo) faz tudo errado e, mesmo assim, aparece bem nas pesquisas, tem aprovação popular, tanto que se reelegeu em 2006.

 

Quando a pesquisa pergunta se há corrupção, o povo responde: “Sim, há corrupção”. Quando pergunta se acha o governo culpado pela corrupção, o povo responde: “Sim o governo é culpado pela corrupção”. Quando pergunta se acha o governo culpado pelo apagão aéreo, responde: “Sim, o governo é culpado”. Mas, quando pergunta se acha que o Presidente vai bem e merece apoio, responde: “Sim, vai bem.”.

 

Como é possível o Presidente ser bem avaliado se o seu governo — pelo qual é responsável - é considerado corrupto e caótico?

 

Lula e o PT — através dos seus porta-vozes - espalham, cinicamente, que o “Presidente tem teflon”, aquele revestimento das panelas de cozinha em que nada pega. É uma confissão acintosa de que há corrupção, mas o povo não liga.

 

O que propõem o DEMOCRATAS:

 

1.

Oposição não transige, não faz acordo, não troca apoio por empregos ou vantagens: oposição fiscaliza o governo, defende idéias e projetos, luta para que sejam postos em prática e prepara-se para oferecer ao povo uma alternativa diferente aos erros do Governo.

   
2. Derrotas eleitorais não devem ser recebidas como castigo, nem banimento político, mas como demonstrações legítimas da vontade do povo, que é soberano.
   
3. Troca de apoio por vantagens é chantagem e a intransigência política, em nome de princípios, não impede colaboração com os governos, mas sempre de forma gratuita e transparente.
   
4. O papel da Oposição é fazer o povo ver o que é realidade e o que é truque. Perceber, por exemplo, que o Ministro da Saúde do escândalo dos sanguessugas era um petista, nomeado por Lula, e que todas as trapaças do governo só aconteceram graças à má escolha de corruptos e à tolerância do Presidente para com eles e seus erros.
   
5. A oposição não deve ficar acuada diante da popularidade do Presidente e achar que não adianta fazer nada para denunciá-lo, porque ele tem teflon... (Na verdade, teflon é a propaganda enganosa feita com dinheiro do povo; teflon é a alegação de que o crescimento das exportações e os avanços da economia são obras do governo, quando se trata de um fenômeno mundial de crescimento, da qual o Brasil, graças à mediocridade do governo, aproveita muito pouco; teflon é o Presidente dizer que condena o desvio de verbas para empreiteiras, quando ele mesmo liberou as verbas, não fiscalizou como devia e, principalmente, trocou esses favorecimentos por votos).


 
 
 
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