Quadrilhas descobriram uma modalidade de roubo de tal forma perversa que ninguém desconfiaria da audácia dos ladrões, garantindo-lhes a impunidade. Quem imaginaria roubar sangue destinado às transfusões que mantém vivos os hemofílicos? Pois, a quadrilha dos sanguessugas – uma associação entre empresários, petistas e funcionários do Ministério da Saúde — roubava sangue destinado às transfusões que mantém vivos os hemofílicos.
Quem imaginaria — conhecendo a utilidade das ambulâncias para socorrer emergências e transportar pacientes — alguém roubar ambulâncias? Pois políticos, empresários e funcionários da Quadrilha das Ambulâncias roubavam.
Por isso, a saúde do povo brasileiro, em vez de médicos e cientistas, passou a ser socorrida pela Polícia Federal, que pôs para correr as quadrilhas que assaltam o Ministério da Saúde.
SAÚDE e roubo. Aconteceu no Brasil a associação improvável entre o crime organizado e os responsáveis governamentais pela saúde pública. Em conseqüência, o princípio constitucional — “a saúde é direito do cidadão e dever do Estado” — é descumprido acintosamente. A começar pela forma de organização e prestação dos serviços à população estabelecida pela Constituição de 1988: “as ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único” (artigo 198). Nessa linha, através da Lei 8.080, de 18 de setembro de 1990, o Congresso Nacional delegou aos municípios “a gestão e a execução dos serviços públicos de saúde” (artigo 18). Mas, como a lei não reviu as atribuições dos Estados e da União existentes antes da Constituição, o Ministério da Saúde continuou a agir como se nada tivesse mudado. Manteve a gestão de hospitais federais situados em diversos estados e duplicou órgãos tendo como pretexto a criação de Agências (Reguladoras e Executivas). Assim, se o Ministério já dispunha de Secretaria de Vigilância Sanitária, criou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, sem extinguir a Secretaria. E estendeu essa prática a outros departamentos. Com isso, o governo dispõe de mais cargos para fazer barganha política.
Enquanto isso, questões sanitárias essenciais, como a universalização do tratamento de esgotos requerem investimentos da ordem de R$ 4,5 bilhões anuais e estamos longe de resolve-la, a coleta alcança apenas 50% das municipalidades e menos da metade é submetida a tratamento. A meta faz parte do Programa das Nações Unidas para garantir a sustentabilidade do meio-ambiente, com o qual o Brasil e comprometeu.
A carência mostra que não há razão que justifique o desperdício de recursos públicos de forma tão despropositada como se faz no Ministério da Saúde.
O que propõem o DEMOCRATAS:
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Antes de tudo e de mais nada, que se cumpra a Constituição: “a saúde é direito do cidadão e dever do Estado”
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Retirar da área de barganha política — dominada por administradores que fazem parte dos pacotes de compra de votos parlamentares — o problema do saneamento básico: o Brasil tem atualmente 43 milhões de habitantes vivendo em áreas sem esgoto, abaixo das metas das Nações Unidas. |
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O cidadão deve ser atendido pelo SUS - sistema público único de saúde–através dos municípios. Este é o principio legal. Portanto, deve-se rever as competências do Ministério e das Secretarias Estaduais, que não ficariam sem atribuições, pois, como em toda parte do mundo, ocupar-se-iam da pesquisa e da coordenação de campanhas, que são uma parte essencial do papel que o Poder Público deve exercer. |
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| 4. |
Salários e condições de trabalho para que os médicos do serviço público se dediquem a uma única função, pondo fim à presente situação, quando, para sobreviver, têm que assumir diversos encargos. |
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A Agência Nacional de Saúde Completar deve ser transformada numa Agência Reguladora, capaz de zelar pelo adequado atendimento aos 40 milhões de segurados, associados aos planos de saúde. |
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| 6. |
Fim da barganha com os recursos destinados à saúde e que passam a ser liberados automaticamente pelo Tesouro aos órgãos executivos a que são destinados. |